Pouco mais de uma década depois de reinventarem a funk e a soul portuguesa, os HMB são hoje um nome sólido no panorâma da música e vão provar o que valem ao vivo com um concerto em Boticas, a 3 de agosto, no Boticas Parque. Êxitos como «Não Me Deixes Partir», «Peito», «O Amor É Assim» ou «Não Me Leves a Mal» têm presença garantida. Joel Xavier, o baixista do quinteto, faz um balanço da carreira e levanta o véu do que está para vir.

Atuam a 3 de agosto em Boticas. Para quem nunca viu um espetáculo ao vivo dos HMB, como o descreveriam?

Um espetáculo dos HMB junta o melhor de vários mundos: satisfaz o ouvido e a visão. Ao mesmo tempo que entretemos, partilhamos a nossa cultura musical. É o tipo de concerto em que o avó, o pai e o filho ficam todos contentes, ainda que por motivos diferentes.

A banda celebrou há um ano uma década no ativo. Decerto muitas coisas mudaram nas vossas vidas e carreira desde então. Quais foram as principais mudanças?

Este projeto foi crescendo e tornando-se um foco para todos nós. Passou de um passatempo divertido para um projeto de vida. Penso que essa foi a principal mudança. Outra mudança relevante foi o crescimento dos HMB. É diferente estar na música com pressão ou sem pressão. E o sucesso traz sempre pressão.

Ainda que as vossas letras e mensagens sejam honestas e claras, quais são os principais valores que usam como pilares na música dos HMB?

Quase todos nós somos cristãos, e isso influencia claramente a nossa mensagem, porque a perspectiva predominante dentro da banda parte dessa convicção. Na verdade, o Héber [Marques], o nosso principal compositor, não faz letras de propósito para passar mensagens (e os restantes também não). Nós falamos do que sentimos, tocamos o que sentimos também. Olhando para as nossas letras, diríamos que os valores aí espelhados são “Ama a vida”, “Relativa sempre que fizer sentido”, “Aprecia os teus sentimentos aprende a lidar com eles”.

Que rituais têm os elementos da banda antes ou depois de atuarem ao vivo?

Fazemos sempre uma oração cantada: “Até aqui nos ajudou o Senhor”, porque acreditamos que Deus está por trás de tudo e dos HMB também. Depois de atuarmos, há um momento de descompressão, comentamos rapidamente o que achámos do concerto, mas já estamos com aquele alívio de “dever cumprido”.

Já tiveram a oportunidade de percorrer o país inteiro com concertos. Como é tocar, especificamente, para o público do Norte? É diferente?

É diferente, e normalmente é melhor. O público do Norte é muito intenso, gosta de mostrar o que sente, de fazer-se notar. Nós gostamos muito do Norte porque é muito fácil perceber a energia do público, que é muito boa (pelo menos tem sido até agora!!). Para nós, que estamos em palco, é muito recompensador estar a tocar perante um público que faz questão de interagir connosco.

Lançaram o terceiro disco, «Mais», há um ano e meio. Já há novidades em torno de um quarto álbum?

Neste momento estamos focados na TOUR+2018. Ainda há músicas deste álbum que queremos “apresentar” ao grande público. Temos alguns projetos em mente. Não estamos necessariamente a pensar num quarto álbum, mas estamos a pensar no futuro. Certo é que os HMB vieram para ficar e vão continuar a brindar Portugal e o mundo com música original e, esperemos, de qualidade.

 

PUB
Nuno Cardoso

Em criança quis ser professor, pintor e músico, mas o jornalismo acabou por falar mais alto. Nasceu na década de 80, cresceu na de 90 e na seguinte estreou-se profissionalmente, assim que terminou a licenciatura em Comunicação Social, em 2007.